Introdução
IVAN SERPA: O "EXPRESIONISTA CONCRETO"
por Hélio Ferreira

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Ivan Serpa representou uma das melhores parcelas do cenário das artes no Brasil, entre as décadas de 50 e 70. Sabia como investigar os recônditos do inexplorado. Trabalhando sempre no seu atelier, no bairro do Méier, dedicou-se ao seu ofício como um operário da arte, para a qual viveu intensamente todos os dias de sua carreira.

Desde o início dos anos 50 seu trabalho passou a ser bastante conhecido, não só como principal mestre do Grupo Frente - de linguagem concretista - mas também pela sua multiplicidade criadora e pelo seu empenho como professor de artes plásticas para adultos e crianças na Escola de Artes do Museu de Arte Moderna.

No âmbito da vida didática, o pintor colaborou como grande incentivador nos primeiros passos de importantes artistas nacionais.

A partir da década de 60 - após viagem de prêmio à Europa - Serpa apresentou diversas fases distintas, na fatura e no estilo do seu fazer artístico.

Em todas sentimos a essência do gênio criador e do pesquisador incansável. Entre os momentos mais importantes destacamos aqueles de cunho expressionista, sobretudo na Fase "Mulheres e Bichos" e na "Fase Crepuscular" (conhecida pelo público em geral como Fase "Negra").

No final da década dedicou-se aos trabalhos da Fase "Op-Erótica", na qual se inspirava nos meandros da alma feminina voluptuosa. Por fim, retornou aos caminhos da abstração geométrica, praticamente esquecidos desde o final dos anos 50.

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HÉLIO FERREIRA
é Artista Plástico, Mestre em História da Arte (EBA - UFRJ)
e Autor do livro: Ivan Serpa: o "expressionista concreto" (EDUFF, 1996).