Crítica

"Na verdade, são poucos os artistas como Ivan Serpa, no Brasil, pela sua inventividade, pela introversão projetada visualmente com originalidade, pela manutenção do nível qualitativo de sua produção, por sua seriedade profissional.

Anos atrás, quando ainda não conhecia de perto a obra desse artista, o comentário que ouvi sobre ele era de que mudava muito, no sentido negativo de que aderia às novas modas artísticas, sendo, portanto, desimportantes suas experiências.

Daí por que foi para mim verdadeira revelação a primeira visita – seguida de várias outras - a seu ateliê, que me introduziria a toda sua produção gráfica. Pude então avaliar a densidade dessa produção, fundamento inegável de sua obra."

Aracy Amaral, "Ivan Serpa: da mancha ao anódio ou da origem da forma ao movimento (1971)", in Arte e meio artístico (1961-1981): entre a feijoada e o x-burguer, São Paulo, Nobel, 1983, p. 172.

 "(…) Conhecido e respeitado, sobretudo no público carioca e mais ainda entre os jovens, ele insistira em manter até o fim intacta sua natureza irreversivelmente experimentadora, para a qual nenhum caminho estava vedado, somando à prática dos recursos tradicionais da pintura, do desenho e da gravura a curiosidade pela invenção com as novas propostas e materiais especificamente contemporâneos".

Roberto Pontual, Retrospectiva Ivan Serpa, Rio de Janeiro, Museu de Arte Moderna, 1974 (catálogo de exposição).