| Bibliografia 
"Temas
Eternos", Óleo sobre tela,
54 x 81 cm, 1983
MORAIS,
Frederico de. "Roberto Magalhães pelo Mundo
Afora", Diário de Notícias, Rio de Janeiro, 1 de
julho de 1970.
PONTUAL,
Roberto. "Roberto Magalhães: Tempo de
Desenho", Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 30 de
maio de 1975.
PONTUAL,
Roberto. Arte Brasileira Contemporânea. Coleção
Gilbero Chateaubriand, Rio de Janeiro, Editora J.B.,
1976, p.225 e 419.
MORAIS,
Frederico de. "Do Choro ao Riso: as Mil Caras de
Magalhães", O Globo, Rio de Janeiro, 6 de Abril de
1978.
ZANINI,
Walter (org.). História Geral da Arte no Brasil, V.2,
São Paulo, Instituto Walther Moreira Salles, 1983.
MORAIS,
Frederico de. "Roberto Magalhães, o fantástico no
real de todo o dia", O Globo, Rio de Janeiro 10de
setembro de 1984.
PONTUAL,
Roberto. Entre dois Séculos: a arte brasileira do
século XX na coleção de Gilberto Chateaubriand, Rio de
Janeiro, Editora JB, 1987, p. 142 e 346.
SCHILD,
Susana. "Humor e Obsessões do Artista. Roberto
Magalhães expõe na GB Galeria de Arte inéditos de seu
realismo fantástico", Jornal do Brasil, Rio de
Janeiro, 17 de junho de 1991.
AGUILAR,
Nelson. "Bienal Brasil Século XX", São Paulo,
Ed. Fundação Bienal de São Paulo, 1994, p.407.
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Crítica
"Chamá-lo de desenhista, pintor - e ele é dos
melhores deste país - não basta para definí-lo. Mais
que isso, ele é um perscrutador dos enigmas e arcanos do
mundo, de cuja aparência duvida e cujas leis objetivas
procura contrariar. Magalhães não parece movido pela
necessidade de tê-los materializados, aqui fora para o
convívio cotidiano. São monstros e demônios de
contornos melódicos e colorido fascinante, sortilégios
esse de que se valem para nos enfeitiçar e se instalarem
definitivamente em nossa vida. A arte apurada do
desenhista, do pintor, vence o repúdio natural que tais
seres despertariam. É dessa arte que nos cabe falar: se
desvario, um desvario domado: o métier da alucinação.
O rimbaudiano desregramento metódico dos sentidos. A
realidade é deformada paulatinamente, de maneira
implacável mas controlada ... O corpo da figura é
deformado mas até um limite preciso, além do qual se
romperia o equilíbrio, e esse cuidado acentua a
violência do artista contra o mundo objetivo, cujos
limites ele deliberadamente força e subverte. Isso
equivale a dizer que ele busca ultrapassar os seus
próprios limites e se nesse exercício perigoso, não
desliza definitivamente para 'o outro lado', é graças
ao domínio que exerce sobre os seus meios de expressão.
A arte de Roberto Magalhães é o escafandro que lhe
permite descer a profundidades irrespiráveis. "
Ferreira Gullar, Revista Veja, 1978
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