Depoimentos


 

Angelo
de Aquino

 

Márcio
Montarroyos

 
 

 

     
 

Matteo
Moriconi

     


Angelo de Aquino

AQUARELA SOBRE AÇO

Roberto Moriconi,

escultor

É assim que vejo a obra de Roberto Moriconi. Não se trata da tradicional arte da aquarela sobre papel , mas sim de aguadas multicoloridas que Moriconi tirava da superfície do aço.Moriconi, no principio era pintor nos anos 60. Em seguida se encaminha para a escultura. Começa com formas femininas que estavam dentro de seus quadros e se transmutavam para os amassados em latão ou cobre.

Em seguida inventa uma maquina que projetava esculturas nas paredes, A MAQUINA 1. Formas coloridas que se fundiam se penetravam, cores perdidas, uma dança nas paredes vazias.Depois vieram as formas rasgadas na supefície do aço escovado, raspadas, lixadas, martirizadas que recebiam luzes coloridas criando dimensões e figuras.

Um artista em busca do infinito, do impossível, como todo aquele que sabe o que significa o drama do ato criativo.Moriconi nos deixou no momento em que sua obra apenas começava a explodir, como ele cheio de força e carisma, um artista como poucos.Sem falar nos laços afetivos. Moriconi é presença constante no meu pensamento. Um amigo para a eternidade.


Angelo de Aquino
Rio de Janeiro,
março 96

Angelo de Aquino, pintor e desenhista, atualmente reside no Rio de Janeiro.






Márcio Montarroyos

Trompetista , Marcio Montarroyos mergulhou junto com Roberto Moriconi no delírio artístico proposto pelos visual concerts do escultor.

Visual Concert(realaudio)




Márcio Montarroyos
Rio de Janeiro,
março 96






Matteo Moriconi

O olhar que vagava pelas paisagens codificadas e codificadoras da metrópole

Num sonho insondável de partículas fractalizadas que permeiam o Ser

O golpe do Samurai

Nascia a obra.

A gênese em erupção

A criação criando o criador.

Com a certeza de que além das nuvens, o Sol.


Matteo.
Rio de Janeiro,
março 96