| Biografia
1960 Participa do XXI Salão Nacional de Arte Venezuelano, em Caracas, Venezuela. Dedica-se intensamente à xilogravura. No rigor da técnica, a artista incisa pequenas figuras pretas, recortadas por áreas brancas abertas na matriz. 1963 Participa do XXI Salão Paranaense de Belas Artes, em Curitiba, Paraná, Brasil. Recebe o Prêmio de Aquisição. 1964 Expõe individualmente, pela primeira vez, na Galeria G, em Caracas, Venezuela.
Participa do XVI Salão de Arte Moderna, Rio de Janeiro, Brasil. 1966 Integra a exposição Opinião 66, no MAM, no Rio de Janeiro, Brasil; participa do 111 Salão de Arte Moderna do Distrito Federal, em Brasília, recebendo o Prêmio Referência Especial. 1967 Participa das mostras Nova Objetividade Brasileira, no MAM, Rio de Janeiro, Brasil, organizada por Hélio Oiticica; 1 Bienal da Bahia, em Salvador; IX Bienal Internacional de São Paulo; 111 Salão de Arte Contemporânea de Campinas, em São Paulo, Brasil, onde recebe o Prêmio Cidade. Realiza uma exposição individual de xilogravuras, na Galeria Goeldi, no Rio de Janeiro, Brasil. O texto do catálogo, com o título Maíolino Gravadora, é de Clarival do Prado Valiadares: "( ) Maiolino, todavia, vinculou-se a um novo território cultural e nela brotou surpreendente sentimento de brasilidade que a tem levado a preocupar-se mais com o acervo da xilogravura popular nordestina. ( ) A rigor sem imitá-la. ( ) Apenas admite a xilogravura de folhetos de cordel em seu significado de produto amadurecido de uma arte de sentimento coletivo. Utiliza-se, sim, de um alfabeto para se expressar em linguagem diferente". 1968 Naturaliza-se brasileira, viaja para os Estados Unidos com o marido e os dois filhos, permanecendo em New York quase três anos. Lá, convive com artistas latinoamericanos vinculados a uma produção experimental da linguagem. Maiolino retoma a poesia, ao mesmo tempo em que trabalha em um estúdio de desenho têxtil. No segundo semestre de 1971, recebe uma bolsa de estudos do lnternational Pratt Graphics Center. A representação é abandonada. A poesia é o caminho que coloca a artista perante o plano do papel corpóreo e todas as suas possibilidades de especialidade. As palavras escritas passam a ser pontos de pontuação de espaços, referências afetivas, dando início à série Mapas Mentais (1971-1974). A década de 70 é significativa no que concerne à experimentação e à utilização de diversas mídias como forma de alongamento do discurso da obra. Esta se apoiará em duas produções poéticas paralelas. Numa, o trabalho de ateliê propriamente dito, com seus suportes artesanais, especialmente o desenho. Noutra, um olhar sobre o mundo, querendo entendê-lo através da arte, com os filmes e instalações. Estes trabalhos são também uma forma de resistência à censura, ao regime militar vigente. O desenho apóia-se na pesquisa do espaço através da ruptura da superfície de papel. Novos elementos, como cortes, dobras e costuras com linha, juntam-se aos elementos gráficos tradicionais, um meio constante de trabalho, que permeia toda a obra da artista. São dessa época os desenhos/objetos e os livros/objetos.
1972 Participa da 11 Bienal de Grabado Latino-Americano, em San José, Porto Rico. 1973 Realiza uma exposição individual na Galeria Grupo B, no Rio de Janeiro, Brasil, denominada Lugares e Memória (uma topografia que remete às questões existenciais). O texto de apresentação é do poeta Armando Freitas Filho.
Toma parte no 1 Festival de Filme Super~8, em Curitiba, Paraná, Brasil, com o filme In-Out, Antropofagia, que é premiado. E também participa dos seguintes eventos: Carnival in New York, no MOMA, em New York; Festival Internacional do Filme Super8, no Space Cardin, em Paris; Panorama de Arte Atual Brasileira: Desenho, no MAM, em São Paulo, Brasil.
Anos 60 e 70 - Coleção Gilberto Chateaubriand, no Casarão João Alfredo, em Recife, Pernambuco, Brasil. 1978 Participa dos eventos O Objeto na Arte Brasileira, Anos 60, no Museu de Arte Brasileira, da Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo, Brasil, e da performance Mitos Vadios, organizada por Hélio Oiticica, em um terreno baldio na rua Augusta, em São Paulo, Brasil.
1980 Remonta a instalação Feijão & Arroz, no Núcleo de Arte Contemporânea - NAC, da Universidade Federal da Paraíba, Brasil. 1981 Expõe individualmente desenhos, no Escritório Brasileiro de Artes, em São Paulo, Brasil. O texto do catálogo é de Paulo Herkenhoff.
1982 Depois de 22 anos de ausência, a artista volta à sua terra natal, a Itália, expondo individualmente na Casa do Brasil, em Roma. O catálogo da exposição tem a assinatura do crítico italiano Tommaso Trini. Nesse mesmo ano, participa do Brazilian Super-8. Millenium, Film Workshop, em New York, e de O.V.S.I. (Objetos Voadores, Si Identificados), na Fundação Mendonza, em Caracas, Venezuela. 1983 Participa da Vi Bienal Internacional de Arte de Valparaíso, no Chile, e da XVI Bienal Internacional de São Paulo, Brasil, Cinema de Artistas. 1984 Realiza uma exposição individual de desenhos, na Galeria Arco-Arte Contemporânea, em São Paulo, Brasil. O texto Sobre a Água, do catálogo, é de Paulo Herkenhoff. Participa da 1 Bienal de Havana, em Cuba, por indicação da crítica Aracy de Amaral.
1987 Esta obra pictórica é apresentada em exposição individual na Galeria Paulo Kiabin, no Rio de Janeiro, Brasil, com texto de Reynaldo Roeis Jr 1988 Participa das mostras Nova Fíguração Rio-Buenos Aires, na Galeria do Instituto Cultural Brasil-Argentina, no Rio de Janeiro; Ao Colecionador, exposição comemorativa do lançamento do livro Entre Dois Séculos, A Arte Brasileira do Século XX na Coleção Gilberto Chateaubriand, de Roberto Pontual, no MAM, Rio de Janeiro. 1989 Deixa Buenos Aires e volta definitivamente para o Rio de Janeiro. A pintura e o desenhar na água (o papel totalmente embebido em líquido) paulatinamente dão lugar a outros materiais, como argila, gesso e cimento. Utiliza o processo tradicional da escultura moldada: primeiro o positivo em argila, 1 seguido pelo molde em gesso e, por último, a execução do positivo final em gesso ou cimento, na elaboração de objetos escultóricos de parede, que denomina Novas Paisagens, obra com caráter topológico. Com estes trabalhos, participa da exposição Rio Hoje, no MAM, Rio de Janeiro, Brasil. Realiza uma exposição individual de esculturas de parede, na Pequena Galeria do Centro Cultural Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, Brasil, cujo catálogo tem a assinatura de Fernando Cocchiarale. Esta exposição ganha, em 1990, o Prêmio Mário Pedrosa, concedido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), como a melhor mostra de 1989. 1990 Participa da XXI Bienal Internacional de São Paulo, Brasil, com a instalação De Vita Migrare: Anno MCMXCI. De Vita Migrare significa morrer, em latim. Esta obra põe em questão a territorialidade. Trata do homem e de sua história homem como dimensão de retorno. Também toma parte da exposição O Clássico no Contemporâneo, no Paço das Artes, em São Paulo, Brasil. 1991 Realiza seis exposições individuais. Remonta a instalação Entrevidas, na Galeria IBEU (instituto Brasil-Estados Unidos), no Rio de Janeiro, Brasil, com catálogo assinado por Esther Emílio Carios; na Galeria Anna Maria Niemeyer, no Rio de Janeiro, Brasil; na Performance Galeria de Arte, em Brasília; na Galeria de Arte e Acervo da Universidade Federal de Uberiândia, em Minas Gerais, Brasil; na Fundação Rômulo Maiorana, com texto de apresentação (Maiolino, os lugares) de Paulo Herkenhoff, em Belém, Pará, Brasil; e no Museu do lngá, em Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. Neste momento, o trabalho escultórico ganha novos questionamentos. Maiolino incorpora o tradicional método de "Cobrinhas" ou "Rolinhos", usado pelos ceramistas na confecção de utensílios, fazendo-o parte do discurso da obra, assim como as primeiras ações de trabalho com a argila (dividir, amassar, cortar).
Participa da X Mostra de Gravura, em Curitiba, Paraná, Brasil.
Participa da exposição Brasil: Segni D'Arte, organizada por Marcio Doctor e a crítica italiana Lucilia Sacca, em Veneza, Itália (Livros de Artistas). 1994 Reapresenta a exposição Um, Nenhum, Cem Mil, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, Brasil, cujo catálogo traz o texto Gesto, Repetição, Singularidade, de Marcio Doctor. Integra as mostras Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo; Multiple Word, na lnternational Survey of Artistic Books, no The Atianta College Art Galiery, em Atianta, Estados Unidos.
Realiza a instalação Muitos, com 300 quilos de argila modelada, na Kanaal Art Foundation, em Kortrijk, na Bélgica, como parte inicial da exposição Inside the Visible.
Participa das mostras AMERICA, na Fundação Cultural, em Curitiba, Pairaná, Brasil, e da 11 Bienal Barro de América, em Caracas, Venezuela. Realiza quatro exposições individuais: na Galeria Gabinete de Arte Raquel Arnaud, em São Paulo, Brasil; Casa das Artes Miguei Dutra, em Piracicaba, São Paulo, Brasil; Galeria Debret, no Rio de Janeiro, Brasil; Embaixada do Brasil em Paris, na França. O texto O Espelho Metafórico de uma Experiência, do catálogo desta exposição, é de autoria de Sheila Leiner
Participa da mostra itinerante Realigníng Vision: Alternatives Current in South American - Drawing, organizada por Mari Carmen Ramírez para a Universidade do Texas, em Austin, e apresentada no El M usei dei Barrio, em New York; no Arkansas Art Center, em Littie Rock, Arkansas; na Huntington Galiery, em Austin, no Texas. Por indicação de lvo Mesquita, toma parte no evento In Síte 97, uma exposição fronteiriça entre as cidades de San Diego, nos Estados Unidos, e Tijuana, no México. 1998 A mostra itinerante Realigning Vision: Altematives Current in South American Drawíng é apresentada no M useo de Bel Ias Artes, em Caracas, Venezuela; e no MARCO - Museo de Arte Contemporânea, em Monterrey, México. Participa da XXIV Bienal Internacional de São Paulo, na seção Roteiros, a convite da curadora Rina Carvajal, apresentando a instalação São Estes, com 2.500 quilos de argila modelada. 1999 Participa da mostra itinerante Realigníng Vision: Altematíves Current in South American - Drawing, apresentada no The Miami Museum of Ad, em Miami, Estados Unidos. |