Litografias de
Rubens Gerchman com poemas de Armando Freitas Filho
Bogotá, Colombia, num dia chuvoso de Setembro de 1994
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Substituir-se,
fugir sem rasgar impresado entre telefones perto do que a palavra prega mas sem sobressaltar o mar que tal qual lago se larga ao sol e tocar com a destra, a sinistra na superfície, ainda. |
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Quem sou você que me responde do outro lado de mim? Quem é que passa invisível pelo espaço da sala e vai em emulsão ou emoção instantânea, feito como eu mesmo de repente em noite antiga e não perde nessa viagem o tempo que perdi, e, no entanto, os dias que me fizeram estão ali correndo em suas veias? |
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Entre dois
instantes a distância é a mesma da folha de um livro para a outra que segue: de mim para mim na falha desse espaço onde só cabe a lâmina de uma faca o que se passa? Que existência é essa que avança e per gunta a cada linha de vida conseguida? O que faço ali vestido de outro, ao contrário de mim, pois o coração bate sob a pele da camisa no lado oposto do meu? |
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