![]() ZONAS CEREBRAIS Gostaria de acreditar na antiga teoria das localizações cerebrais. Fotografia, cinema, música, desenho, palavra, cada campo teria o seu canto dentro do cérebro, isolado um do outro. Quando se está num deles, não se poderia estar no outro. Uma arte funcionaria como zona de fuga para a outra. É o contrário da teoria romântica, que sugere uma tradução intensa de uma arte na outra, de um órgão do sentido no outro. Poetas paulistas seguem nesta hipótese. Para mim, vigora o choque, o conflito, a exclusão, e o curto-circuito. |