O fotógrafo é como uma pessoa que se fantasia no Carnaval. Quem se
fantasia não quer desaparecer, como alguém que se disfarçasse. Ao contrário, quer
aparecer. Só que de uma forma diferente. A fantasia não é um disfarce. O detetive Jamil
Warwar, do meu filme O Inspetor, se disfarçava para fazer investigações, se
travestia para se tornar invisível e passar despercebido em certos ambientes. Mas
fantasia não é isso, não é um disfarce, é outra coisa.