A GRANDE MURALHA. Instalação fotográfica aprsentada na 24ª Bienal de São Paulo, consistindo em 99 fotografias extraídas da Antropologia da Face Gloriosa, e montadas num painel de 40 metros de comprimento, que podia ser visto a 100 metros de distância e de qualquer ponto do prédio da Bienal, sendo considerada a obra de maior recall entre o público, a partir de pesquisa realizada por um grande jornal paulistano.
O autor, dentro do tema antropofágico desse ano, quis homenagear o painel intitulado Operários de Tarsila do Amaral. com sua profusão de rostos, estabelecendo um diálogo entre estilos modernistas e oferecendo uma interpretação de Brasil radicalmente diferente,pela inclusão da marginalidade triunfante e positiva dos personagens da Antropologia. Uma soma. O título Grande Muralha vem do fato de que a parede em que era afixada a obra na Bienal tinha a mesma altura que a Muralha da China. A Grande Muralha, como era chamada na China, foi construida para conter o avanço dos povos do norte, algo que a própria Antropologia acaba fazendo, apesar de não ser este o seu propósito principal. Diagrama de Paulo Herkenhoff, representando os conceitos subjacentes à curadoria da XXIV Bienal de São Paulo. Esboço apresentado por ocasião do convite de Arthur Omar para participar da Bienal.
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