A GRANDE MURALHA.

A GRANDE MURALHA.

Instalação fotográfica aprsentada na 24ª Bienal de São Paulo, consistindo em 99 fotografias extraídas da Antropologia da Face Gloriosa, e montadas num painel de 40 metros de comprimento, que podia ser visto a 100 metros de distância e de qualquer ponto do prédio da Bienal, sendo considerada a obra de maior recall entre o público, a partir de pesquisa realizada por um grande jornal paulistano.

A GRANDE MURALHA.A curadoria foi de Herkenhoff e Adriano Pedrosa,e designou ao trabalho de Arthur \omar uma função estratégica dentro da representação brasileira, de fechamento temporall, de referencialidade social, e de densidade tonal (conferir TV Antropologia).  Nesta apresentação, a Antropologia era vista como uma única grande obra, constituída de 99 partes, desprovidas de títulos individualizantes, e com intensa intervenção na arquitetura global do espaço além uma forte carga associativa inconsciente.

O autor, dentro do tema antropofágico desse ano, quis homenagear o painel intitulado  Operários de Tarsila do Amaral. com sua profusão de rostos, estabelecendo um diálogo entre estilos modernistas e oferecendo uma interpretação de Brasil radicalmente diferente,pela inclusão da marginalidade triunfante e positiva dos personagens da Antropologia. Uma soma.

O título Grande Muralha vem do fato de que a parede em que era afixada  a obra na Bienal tinha a mesma altura que a Muralha da China. A Grande Muralha, como era chamada na China, foi construida para conter o avanço dos povos do norte, algo que a própria Antropologia acaba fazendo, apesar de não ser este o seu propósito principal. 

Diagrama de Paulo Herkenhoff, representando os conceitos subjacentes à curadoria da XXIV Bienal de São Paulo. Esboço apresentado por ocasião do convite de Arthur Omar para participar da Bienal.

FOTOGRAFIAS