TRISTE TRÓPICO
(1974) Prêmio Especial do Juri e Placa de Prata da Crítica, no Festival do Cinema Brasileiro de Belém (1974). Incluido entre os 15 melhores filmes brasileiros numa enquete da Revista Vozes de agosto de 1980, e selecionado para uma retrospectiva histórica do cinema brasileiro no Festival dos Três Continentes, Nantes (França) 1982, entre apenas 10 outros filmes. Incluido na mostra do Centro Georges Pompidou de filmes brasileiros em Paris, 1987. A Cinemateca Brasileira, de São Paulo, produziu uma cópia nova do filme em 1997, dentro do seu programa de restauração de grandes filmes do cinema brasileiro.
"Como uma nova apresentação do conflito litoral/sertão, o filme Triste Trópico de Arthur Omar propõe uma crítica, plena de ironia e de alucinação, ao discurso da antropologia sob os trópicos. Seu protagonista, um surpreendente médico pequeno burgues, faz um percurso que vai inverter o sentido da demarche de Levi-Strauss tal como a expressou no seu livro "Tristes Tropiques". A alegoria do "Cinema Novo" era concebida como um desvendamento, enquanto que a alegoria de Triste Trópico (o filme) é um movimento em direção à opacidade, e o que coloca um problema é o ato mesmo da leitura. Triste Tópico é metacinema e nesse ponto de vista ele se diferencia das formas do anticolonialismo dos anos 70 no Brasil... Ismail Xavier - em "As Alegorias do Subdesenvolvimento"
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